quarta-feira, 21 de março de 2012

Adeus minha mãe.

Uma vez li um texto de autor desconhecido, que diz q vida é uma mera viagem, para alguns mais duradoura , para outros, infelizmente, mais rápida. A longa viagem da minha querida mãe, terminou. Com a missão cumprida. E ao desembarcar na estação da eternidade ela refez esta imagem da foto, um casamento exemplo de amor e respeito mutuo, e ainda re encontrou seus 4 filhos q lá estao. Isto me conforta , por isso creio. Obrigado Dona Dora, por tantos exemplos e carinho. Não terei mais meu colo de mãe. Onde o conforto é o maior que existe no mundo. Mas a saudade, será como escreveu Pablo Neruda " Saudade: Uma eterna solidão acompahada ". Com muito amor, eternamente. 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Etcétera da Lagoa Negra

Etcétera da Lagoa Negra, aos 13 meses, evoluindo muito bem. Produto de um embrião que comprei da Vera Anechino, por Portinari Mandala e Naomy Mandala. Vendi metade da Etecétera ao Paulo Rocha, Bahia, junto com outros animais, quando constituimos em agosto ultimo o Condominio Lagoa Negra / Luanda.







terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Histórias e Estórias (16) - mecenas com 2 neuronios

Esta historia é uma das que meu pai adorava contar, pois ele foi testemunha do ocorrido quando jovem, na decada de 30, aqui em Barbacena. Lembro que quando começou o blog, expliquei que os "causos" aqui narrados, seriam nominados como "historias e estórias", nao que alguns sejam inveridicos, mas porque alguns nomes de pessoas seriam omitidos ou truncados, para não ferir susceptibilidades.
Pois bem, na metade primeira do seculo XX em Barbacena, havia um portugues rico, Sr. Guilherme Marins, que se enriqueceu com comercio e prestação de serviço, mas não era provido de muita inteligencia. O sonho do Sr. Guilherme era trazer uma peça de teatro para Barbacena, e ele poder atuar como ator, mesmo que apenas com uma pequena ponta. ( Creio que o filme "Shakespeare Apaixonado" foi inspirado neste caso - hehehe).
A cidade toda se mobilizou para assistir ao grupo teatral que Sr. Guilherme trouxe do Rio de Janeiro, e sobretudo para assistir a participação do "mecenas da mantiqueira". O diretor após conversar com Sr. Guilherme, resolveu que sua participação seria apenas com uma frase, pois logo viu a "enorme capacidade intelectual" do produtor teatral tupiniquim. E ele seria o pai da mocinha da peça, e falaria " Ou o senhor casa com minha filha, ou então eu saco minha pistola e dou-lhe um tiro na cabeça". E ele então treinou exaustivamente. Andava pela cidade falando a mesma frase o dia inteiro " Ou o senhor casa com minha filha, ou então eu saco minha pistola e dou-lhe um tiro na cabeça". " Ou o senhor casa com minha filha, ou então eu saco minha pistola e dou-lhe um tiro na cabeça". Umas 200 vezes ao dia, repetia a frase.
Porem no dia da apresentação, o diretor viu que a plateia era tipica do interior de Minas Gerais, com muitas senhoras, as familias da cidade presentes, e ele decidiu mudar a frase do Sr. Guilherme:
- Sr. Guilherme, vou mudar uma palavra da sua frase. O senhor vai trocar pistola por revolver. Só isso.
Mas o Sr. Guilherme, que era um resmungão contumaz, retrucou:
- Mas vai trocar a peça toda na ultima hora, isto nao vai dar certo
- Que trocar a peça toda, é só uma palavra !
E Sr. Guilherme saiu a resmungar:
- Trocar a peça toda, ora pois, trocar a peça  toda, isto nao pode, ora meu Deus. Trocar a peça toda !
E treinou a frase nova, sempre resmungando que estavam "trocando a peça toda".
Eis que chega a hora da sua frase e ele entra em cena e manda:
- " Ou o senhor casa com minha filha, ou então eu saco meu revolver e dou-lhe um tiro na cabeça da pistola!!!!!!!!!"
Foi uma confusão danada, com varias senhoras abandonando o teatro, com pessima repercussão pois as familias nao sabiam que a peça "era pornográfica".
E a carreira de produtor teatral e de ator do Sr. Gabriel acabou ali mesmo, quando começou, pois afinal,  trocaram a peça toda !

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Histórias e Estórias (15) - o amigo "mão aberta"

Meu pai tinha um amigo, à época que morou em Paracatu, o qual vamos denominá-lo como Sr. Fulano, que era um homem rico, mas famoso pela avareza. Uma ocasião teve o seguinte dialogo com o meu pai (ele chamava meu pai de Dr.José)
- Dr. José, não sei mais o que faço com minha esposa. Todo dia ela me pede 50 cruzeiros!!!
- Mas para que, ela pede 50 cruzeiros todo dia?
- Eu não sei, eu nunca que dou !!!!
Sr. Fulano, apesar da avareza, era muito generoso e querido com os mais necessitados, e por isso tinha um monte de amigos e admiradores. Uma ocasião, bateram à sua porta, por volta das 3 da manhã, uma família que tinha acabado de perder o pai, e estavam preparando o velório. Sr. Fulano entre outros negócios, tinha uma loja de roupa. E assim teve o seguinte dialogo.
- Sr. Fulano, nosso pai faleceu, o senhor poderia nos dar um terno para enterrá-lo?
- Posso sim, posso sim. Aguardem aí. (ele tinha o habito de repetir as expressōes)
Passa mais um pouco, ele entrega tudo numa sacola, a família , comovida, agradece a sua generosidade e vai embora.
Após uns 10 minutos, a família volta:
- Sr. Fulano, o sr. esqueceu do paletó!
- Não, não, tá muito quente, tá muito quente !!!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ouvido para reconhecer marcha

Meu pai formou-se em odontologia muito jovem, aos 22 anos em 1941. Voltou de BH onde se formou na UFMG para Barbacena e abriu seu consultório na casa da minha avó. Nesta época era noivo da minha mãe, que morava em Belo Horizonte. O consultório tinha grandes janelas q davam para a rua, à época Ladeira Tiradentes, atualmente Rua Sena Figueiredo. Contava meu Tio Ângelo, veterinario, irmão mais velho do meu pai, que quando passava um cavalo na rua, e isto era toda hora nos anos 40, q meu pai escutava o barulho da ferradura e falava com o cliente q estava atendendo: " marcha picada, e boa " ou " marcha batida, mas dura " ou " quase trote " ou " xxxiiii, andadura!" . Alguns acompanhantes ou mesmo alguns clientes chegavam até a janela para conferir e ele estava certo, era aquilo mesmo q seu ouvido para marcha avaliava.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Etcétera da Lagoa Negra

Etcétera, filha de Portinari Mandala e Naomy Mandala, produto de um embrião adquirido do Haras Mandala, estará nas pistas em 2012. É de propriedade do Condominio Lagoa Negra / Luanda .
Fotos aos 10 meses.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Histórias e Estórias (14)........ Diferenças entre compradores

Meu pai contava uma história muita engraçada, e quem ouviu, ria muito
: a diferença do comprador de cavalo e do comprador de vaca.
Segundo ele, o comprador de vaca chega na fazenda, as 6 da manhã, para ver a ordenha do gado. Já começa mal: acorda a família toda, buzinando a Brasília velha, carro preferencial de comprador de vaca. Já chega falando: " ouvi falar q o senhor tem um gadinho para vender". Mal chegou, já está chamando seu gado de gadinho! E geralmente vem acompanhado de um retireiro, quase sempre de nome Geraldinho, que veio somente para por defeito no seu gado. Depois de umas 3 horas, voltam do estábulo, entram para tomar café, suja o chão da casa com aquele cheiro insuportável de estrume e urina de vaca e no final anuncia: " nós até q gostamos do seu "gadim", mas vamos lá em Ibertioga e depois a gente se fala". Nunca mais dão notícia.
Já o comprador de cavalo, chega à fazenda depois das 10 horas, dormiu no hotel Grogotó , chega numa BMW ou numa Mercedez Benz, e vem sempre acompanhado de uma bela mulher, que GERALMENTE não é a dele. Quando começa a mostrar os cavalos a venda, a mulher ao ver o cavalo baio, logo fala " que lindo este amarelinho, meu bem!" . Quando solta o castanho: " e este marronzinho, que fofo". O macete é deixar o pampa por ultimo. Quando ela vê o pampa, emociona: " Nossa, amor, este estampado é demais, eu quero é este, ele todo bordado !!!!" . Aí é só pedir alto, que ele paga o que pedir.
Mas há um viés quando ele volta para comprar com a mulher legitima. Ela não gosta de nada, tráz com ela um menino gordo, que fica brincando emcima da porteira, ótimo para empenar a mesma, e quando ele pede preço de um cavalo, ela resmunga " dinheiro para comprar cavalo tem, mas pra trocar a mobília da sala não tem!".
E assim segue a vida, cheia de diferenças mas sobretudo com muito humor e ironia .
Este caso é baseado em hábitos dos anos 60, 70 e 80. Hoje os produtores rurais de gado leiteiro tem perfil diferente e criadores de cavalos somente viajam com suas esposas, e são fieis às mesmas. (ai !)
Quem escutou esta estória (não é bem uma história) do meu pai, certamente lembra com um sorriso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Gameleira - há 50 anos

Esta foto foi tirada há 50 anos. No Parque da Gameleira, em BH, encontro de criadores da raça campolina, mangalarga marchador e mangalarga "paulista" - Anibal Junqueira (criatório Edu), José Oswaldo Junqueira (criatorio JO), Bolivar de Andrade (criatorio Passa Tempo), José Geraldo Arêas e seu filho Juca (criatório JG), Gastão Resende (criatório Gas) e meu pai, José Eugenio (criatório Lagoa Negra)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

José Eugenio, 1 ano de saudade

1 de outubro de 2011, 1 ano de saudade do meu querido pai. O artigo abaixo escrevi a pedido do Januario Martins, e foi publicado na revista Alta Linhagem, especifica para os campolinistas. Amigos queridos pediram q eu publicasse aqui no blog.

JOSÉ EUGENIO: “SAUDADE, UMA ETERNA SOLIDÃO ACOMPANHADA”
José Eugenio Dutra Câmara Filho (Dudu)
Quando o amigo Januário pediu-me que escrevesse um artigo sobre o meu pai, Jose Eugenio Dutra Câmara, por instantes não julguei a pessoa certa para fazê-lo, justamente pela condição de filho. Mas aceitei o desafio, com a óbvia restrição da parcialidade. O título, “saudade, uma eterna solidão acompanhada”, feliz definição de Pablo Neruda, demonstra o quão esta palavra toca a todos aqueles que amam.
José Eugênio Dutra Câmara viveu 91 anos. Nascido em Barbacena em 1919, filho, neto e bisneto de médicos, fez a opção pela odontologia, formando-se em 1941 aos 22 anos, na UFMG. Sem relação nenhuma com o meio rural, logo na infância desenvolveu sua paixão pelos cavalos, e na década de 1930 acompanhava um grande amigo da família, Dr. Paulo da Rocha Lagoa, grande conhecedor de cavalos, e obteve com esta amizade seus conhecimentos iniciais sobre os eqüinos, e exatamente o cavalo campolina.  Quando adolescente, conheceu aquele que seria seu grande amigo, Gastão Resende, que era alguns anos mais velho que ele. Gastão sempre acompanhava o famoso Joaquim Resende, Seu Quinzinho, seu pai, e poder conviver com o sucessor de Cassiano Campolina, era uma glória para o meu pai.
Ainda nos anos 30, foi fazer o ensino médio no Rio de Janeiro, para se preparar para o curso universitário. Desta época, contava uma passagem que marcou sua juventude:  Recebeu um telegrama do Dr. Paulo, avisando que Sr. Joaquim Resende havia vendido o famoso cavalo Nobre para o Rio de Janeiro, e que o mesmo desembarcaria na estação de trem e sugeriu que meu pai fosse conhecer o cavalo com a fama de ser o melhor campolina da época. E ele acompanhou não só o desembarque, mas a retirada do Nobre do centro do Rio de Janeiro. O cavalo causou alvoroço, pois sua beleza chamou atenção até do prefeito da cidade, que parou para ver o cavalo.  Porém, passando por uma vitrine, Nobre viu sua imagem no vidro, assustou-se e avançou sobre sua própria imagem, causando um desastre dantesco, pois além de ferir gravemente o cavalariço que o puxava, Nobre morreu na hora, entre vidro quebrado, urros e muito sangue, além de correria e gritaria. Foi primeira página do Globo e JB. Meu pai viu tudo, e guardava na sua memória cada instante da tragédia com o melhor campolina da época.
Relato esta historia, apenas para exemplificar tantas historias e vivencias que meu pai tinha nos mais de 70 anos que conviveu com o meio do cavalo. Após sua formatura em odontologia, resolveu criar cavalos no terreno grande que havia no quintal da casa da sua mãe, porém bem inapropriado para criar cavalos. Mas era o que podia à época. E a égua negra Gilda foi seu primeiro animal. Isto em 1942. Por 2 anos seguidos levou Gilda na exposição de São Paulo. A viagem era de trem, e ia ele e o empregado ao lado da Gilda, numa viagem de quase 24 horas.
Quando nos últimos anos, alguém reclamava com ele das dificuldades do dia a dia de criar cavalos, ele lembrava desta época, e achava graça do reclamante. Até ter sua própria fazenda, não podia ter muitos animais. Quando comprou sua primeira área rural, denominou como Fazenda Lagoa Negra. Iniciou sua criação com o prefixo Barbacena. Em 1964 passou para Lagoa Negra, como sufixo. Exerceu a odontologia em consultório por 7 anos somente,  e fez opção por ser produtor rural com vacas holandesas e cavalos campolina, pois assim se sentia feliz. Nunca teve apego a bens materiais e pela opção que fez, as contas ao final do mês quase nunca fechavam, e assim foi a vida inteira. Com 8 filhos, sempre teve de vender seus melhores animais para honrar seus compromissos, mas principalmente nunca deixar faltar nada à sua família. No final dos anos 60, resolveu criar campolina pampa, já que somente no mangalarga marchador tinha esta pelagem. Seu primeiro pampa  registrado em livro aberto foi Netuno da Lagoa Negra, nascido em 1971. Considerava os melhores animais que produziu o campeão nacional da raça/83 Ulisses da Lagoa Negra, e seu neto, JE da Lagoa Negra, este de pelagem pampa de preta. Atualmente a Fazenda Lagoa Negra encontra-se na 7º geração de campolina pampa.
Outra paixão que meu pai teve, foi sua Barbacena. Por duas vezes foi prefeito municipal. Entre inúmeras realizações, tinha orgulho das inúmeras escolas que fez, onde havia aula normal pela manhã, ensino profissionalizante à tarde e alfabetização de adultos à noite. Em cada escola havia um curso diferente: Serralheria, carpintaria, eletricidade, eletrônica, enfermagem, etc, e na zona rural havia plantação de frutas, legumes, criação de porcos, galinha e bovinos. A evasão escolar e o analfabetismo em Barbacena era o 3° menor do Brasil. E devido a este projeto meu pai foi condecorado pela ONU. Somente ele e um prefeito argentino, de Córdoba, receberam tal homenagem na America Latina.  Mesmo com viagem e estadia paga pela ONU, não quis receber pessoalmente a honraria, pois achava que tinha feito apenas uma obrigação de um agente publico eleito pelo povo para melhorar a vida dos mais humildes, e recebeu em casa pelas mãos de um Cônsul o diploma e  a medalha. Meu pai era assim, desprovido de vaidade e sempre levando uma vida módica, onde nos ensinava sempre que luxo, supérfluo e desperdício eram para rico e não para ele.
Várias vezes incentivado pela família Bias Fortes, para tentar cargos eletivos como Deputado, nunca aceitou, mesmo sendo muito querido em Barbacena e região. Foi presidente da ABCCC, arbitro e conselheiro por inúmeros anos.
Como pai e esposo, foi em minha opinião o que melhor fez na vida. Não tenho palavras para descrever a paixão que tinha por ele em vida e continuo a ter após sua partida. Era meu melhor amigo.  Quando viu que eu gostava de cavalos, sempre me incentivou. Quando as nacionais eram itinerantes (1965 a 1983), organizadas pelo Governo Federal, sempre me levava, sendo a primeira em Curitiba, 1969, quando eu tinha 5 anos. A maioria destas nacionais era em julho, mas teve uma época que passou para novembro, e ele me desafiava:   “ Se você passar de ano, ainda com as notas de setembro, eu te levo”. Claro que eu aceitava e cumpria o objetivo. Lembro-me que as vésperas para viajarmos para a exposição nacional de 1976, em São Paulo, tive uma febre alta, e ele passou a noite toda sentado ao meu lado, sem dormir, esperando por minha melhora. Era teimoso, principalmente com o passar dos anos, característica dos idosos, mas sempre tinha um argumento pitoresco para sustentar suas teimosias. Quem o conheceu sabe o quanto era divertido e bem humorado. Contador de “causos”, nos últimos anos ia ao Banco sempre às terças feiras, e por lá ficava 2, 3 horas, pois juntava gente para conversar e ouvir seus casos, chegando ao ponto que o gerente reservou uma sala para meu pai conversar com tantos amigos que o tratavam com tanta devoção. Era um pai muito especial, pois tinha um carisma enorme, que dava a todos seus filhos uma sensação de orgulho e honra de serem seus filhos. Como esposo, foi casado com minha mãe Dora, por 61 anos. Nos últimos anos, minha mãe vive num mundinho próprio, com uma vida quase vegetativa, e o carinho, o amor e dedicação do meu pai por ela era comovente e exemplar. Desde então, se recusava  sair à noite, e viagem somente se fosse para voltar no mesmo dia, pois adorava ficar horas sentado ao lado de minha mãe, segurando sua mão.
Quis o destino, que dos 8 filhos, 4 se foram antes dele, e ainda um genro e sua neta mais velha. Nunca queixou de Deus, pelo contrario, aceitou estes percalços com muito sofrimento, mas com a certeza que a Viagem que nada mais é a vida de cada um, na estação da eternidade, ao fim da sua viagem, reencontraria todos eles. E assim foi no dia 01 de outubro de 2010. Deixou conosco minha mãe, sua amada Dora, mas que também um dia será recebida nesta estação para que juntos vivam a eternidade com a mesma felicidade que na curta viagem da vida viveram. Tenho certeza que meu pai está muito feliz com seus filhos que há muito ele não via. Isto conforta. Por isso creio.
Tive uma relação muita intensa com meu pai, repito, simplesmente meu melhor amigo, meu exemplo, a quem sempre amarei muito. Mas mesmo assim, na falta dele, fica aquela sensação que a intensidade poderia ainda ser maior. Para quem ainda tem seu pai, mesmo achando que o convívio é muito intenso, como era o meu, sugiro que o visite mais, abrace-o mais, beije-o mais, converse mais.  Eles são únicos.  
Estou escrevendo este artigo justamente num domingo, dia dos pais, o primeiro sem poder abraçá-lo. O teclado já está molhado. Inevitável. Não sei quanto tempo minha viagem vai durar, até poder revê-lo. A dor é forte. Dor da saudade. Atenuada pela certeza ter tido um pai tão especial e amado. E ao terminar, vou plagiar a frase que meu pai escreveu quando da perda do meu irmão Luiz Ângelo, com a modificação necessária: “ Meu pai, tão grande quanto a dor em te perder, foi a glória e o orgulho de ter sido seu filho. Deus te abençoe , até o fim de todos os tempos”.
Um beijo carinhoso, meu pai. Um dia, nos revemos. Até lá. 

José Eugênio Dutra Câmara Filho
Barbacena, 14 de agosto de 2011











segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Etcétera da Lagoa Negra

Etcétera da Lagoa Negra, baia palha, filha de Portinari Mandala e Naomy Mandala, 8 meses de idade, é um dos promissores animais do Condomínio Lagoa Negra / Luanda, e estará sendo preparada para as pistas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Nacional 2011

A Nacional foi excelente. Muito agradável em todos os sentidos. Organização nota 10. Parabens ao Guto Amaral. Considerei relevante:
1) Quebrou-se um paradigma na raça : Varios pampas campeoes e reservados ganhando de baios, mostrando q pelagem em julgamento nao sofre mais preconceito. No mangalarga marchador isto ja acabou ha anos, no campolina acabou este ano. Gavião do Barulho venceu progenie de pai, com seus filhos pampas, algo historico na raça. Aliás Gavião é o maior fazedor de marcha no momento atual do campolina. E outro grande criatorio de marcha é o da "raça". Deveria ser da "marcha". Do Fabio Schetini , de Pernambuco. Como marcha os seus produtos !
2) Astral do GDF e Década da Luanda deram show de marcha, assim como seus reservados Apolo da Mata Grande e Ferrara da Hibipeba. Muito felizes os arbitros na escolha. Astral, durante o campeonato cavalo master na sexta feira, deu uma das maiores exibições de um campolina na gameleira. Memorável !!!!
3) Vitória da Fronteira mostra o que é o campolina ideal. Não era a melhor de morfo e nem de marcha da expo. Mas era a mais equilibrada morfo e marcha e ganhou com mérito o campeonato da raça. Creio que o caminho é este.
4) Entre os animais jovens, com menos de 36 meses, gostei muito da Valquiria do Chiribiribinha (na minha opiniao um animal perto da perfeição), da Zorra do Chiribiribinha, da pampa Minha Amiga do Ventania, do Mitzi da Hibipeba, do Johnnie Walker do Boomerang, do Hamon da Luanda e do Madadayo dos Verdes Campos.
5) A festa da Agitada das 2 Marias, foi linda e confesso que me comovi quando ela entrou ladeada pelos filhos Nairobi Mandala e Dimitri da Luanda. A prole do Nairobi, Dimitri, Portinari mostra que Agitada é tambem grande avó, pois sao produtos que agradam. Parabens à Vera.
6) Os leilões foram otimos, com alta liquidez e medias honestas. Mas leilao continua cada vez mais chato. Por que os lotes nao começam com seus preços minimos? Se o vendedor quer 1000 de parcela, para que ficar naquela fase dos 100, 200, 500?
7) Rever o É Top é um colirio para os olhos. Continua lindo e ótimo.
8) As revistas do Janu, do Osmar do Livrão, e o livro do Dinho e do Clovis mostram o auge da literatura da raça. Na revista do Januario fiz uma homenagem ao meu saudoso pai, e no livro do Dinho escrevi o prefácio. Espero que gostem.
9) Meu pai agora é patrono da Academia Brasileira do Campolina. A homenagem lida pelo Vadinho me emocionou e nao pude segurar as lagrimas.. Henrique Salvador e Arthur Biagioni tomaram posse na academia com muita justiça.
10) Recebi da ABCCC a Comenda Cassiano Campolina. Agradeço ao Guto.
Muito bom o momento da raça. Parabens aos que fazem o campolina, principalmente os seus criadores.
Aqui. foto do melhor momento da nacional: a companhia da famila. Eu, Valentina, Lorenza e Stéfano.  A fotógrafa é a Márlova, minha esposa e mãe destas jóias da foto.

domingo, 21 de agosto de 2011

Condominio Lagoa Negra / Luanda - parceria firmada

A Fazenda Lagoa Negra e o Haras Luanda, do criador Paulo Rocha (um dos principais criatórios da raça, onde nasceu e reside Dimitri da Luanda, campeão nacional da raça / 2010), firmaram um condominio, e hoje, 21/08/11, na Fazenda Lagoa Negra, assinaram o contrato referente ao mesmo. Os 20 principais  animais da Fazenda Lagoa Negra, passam a pertencer tambem ao Haras Luanda (50% de cada animal, foi vendido ao Haras Luanda). Não haverá novo sufixo para os produtos futuros da criação, pois sendo pampa será Lagoa Negra, e não pampa Lagoa Negra ou Luanda. Ficará a cargo do amigo Paulo Rocha o manejo e exposição dos animais, algo que o Haras Luanda tem se pontuado como um dos criatorios mais profissionais da raça.
Portanto, este condominio é a associação da tradição, de uma historia na raça, da opção por um cavalo colorido, representadas pela Lagoa Negra, com a modernidade, o profissionalismo e o êxito nas pistas, representados pela Luanda. Acreditamos que serão colhidos ótimos frutos neste inédito condominio na raça.
Os animais do condominio são metade pampa e metade nao pampa, esta com predominio de amarilho. São eles: Astro Rei da LNegra, Bardot da LNegra, Benvinda da Mata Nova, Boulevard da LNegra, Chanel da LNegra, Chiara da LNegra, Donatela da LNegra, Ed Ouro da LNegra, Este É da LNegra, Elke da LNegra, Etcétera da LNegra, Lavínia da LNegra, Maralina da Chiribiribinha, Melissa da Conceição, Olinda da Conceição, Queóps da LNegra, Quiçamã da LNegra, Safira da Dona Flor, Sedução da LNegra, Zan Boêmio,
Fotos da asinatura do contrato (Paulo Rocha assinando, comigo ao lado), ocorrida ha minutos.
José Eugênio Dutra Câmara Filho (Dudu)

Historias e Estórias (13)..............mentira pouca é bobagem !

Esta quem me contou foi o Paulo Rocha, que aliás tem muito caso engraçado. Geraldo Ribeiro, tambem criador de campolina no estado da Bahia recebeu a visita na sua fazenda de um dono de um sitio vizinho a sua fazenda, para oferecer a ele uma egua campolina. (Isto nao tem tanto tempo).
- Tenho uma egua muito boa para vender ao senhor.
- Ah sim, ela tem registro?
- Registro ela não tem, mas é égua nova e filha do famoso Gas Dengoso.
Foi quando Geraldo achou graça e resolveu "dar corda" (Dengoso morreu em 1989)
- Puxa vida, egua nova filha do Dengoso, que raridade que o senhor tem para vender.
O vendedor encheu os olhos, logo viu que faria o negocio da sua vida. Que o tal Gas Dengoso ainda era o bam bam bam. E como possivel comprador continuou a perguntar sobre a égua.
- E a mãe da égua, o senhor sabe o nome?
- Sei sim: É a Gas Dengosa !!!!!!!!!

domingo, 7 de agosto de 2011

Grande parceria: Lagoa Negra/Luanda

A Fazenda Lagoa Negra e o Haras Luanda, do criador e amigo Paulo Rocha, Bahia, finalizaram uma grande parceria sob forma de condominio, que certamente trará fortalecimento e grandes frutos à ambos criatórios. Uma parceria inédita até então na raça campolina.

Histórias e Estórias (12) -.... inesquecivel ironia !!!!

Muitos que o conheceram, lembram como meu pai era bem humorado e portador de fina ironia. Este caso quem me lembrou foi a propria vitima da sua ironia, o amigo Teófilo Soares Almeida, um dos mais sérios e competentes consultores da raça campolina. Teófilo, antes de fazer cirurgia para reduzir o estomago, pesava mais de 150 kgs, e este caso vem desta epoca de "gordurinhas a mais":
Estava no Parque da Gameleira, em BH, meu pai conversando com a amiga Vera Anechino e seu marido Emygdio, quando Vera avistou o Teófilo e gritou, em forma de brincadeira, chamando-o até onde eles estavam conversando:
- Ô gordinho safado, vem cá por favor !!!!
Mais que de pressa meu pai intervem:
- Ah, Vera, não seja injusta ! Safado tudo bem, mas gordinho.........
A gargalhada foi geral, inclusive da vitima. 

Safira da Dona Flor - plantel atual

Safira, é uma das louras do plantel amarilho da Lagoa Negra. Da renomada criação Dona Flor, do amigo e grande gentleman Nelsinho Grassi Melo Franco, Safira tem de se acasalado muito bem com Zan Boemio. Pariu Demetrius e Ed Ouro da Lagoa Negra. Safira é filha de Preludio da Palmeira numa filha de Napoleão de Cassorotiba. Como todo o criatorio Dona Flor, sangue de muita marcha. Foto ainda quando potra.

Demetrius da Lagoa Negra , Zan Boêmio x Safira, falecido aos 3 meses:


Ed Ouro da Lagoa Negra, Zan Boêmio x Safira:


 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Histórias e Estórias (11) ............... "mili" litros !

Produção leiteira é atividade para herói. Como sofrem os produtores de leite, sobretudo os pequenos e médios. Meu pai dizia que tirar leite é a maneira mais feliz de empobrecer. Alguns afirmam que tirar mais de 1000 litros ao dia, ou com manejo profissional é um bom negocio. Mas mesmo assim, a mão de obra deve ser ruim do mesmo jeito, as vacas devem adoecer do mesmo jeito, os problemas com quem compra o leite tambem deve existir na época das "aguas", ou seja: Grande negócio !!!!. O escritor e articulista Eduardo de Almeida Reis escreveu um livro com o titulo de " As vacas holandesas e os animais que as criam" . Merece reflexão ou não merece?.
Mas vamos ao "causo": Meu pai tinha um amigo, Joaquim Franciano, que era fazendeiro tipico produtor de leite. Um dia ele disse - feliz da vida - ao meu pai:
- É doutori, tô tirando mili litro !
- Que coisa boa, Seu Joaquim, mas com quantas vacas?
- Mili e tantas !!!!!!!!!!!!!!!!

Maralina do Chiribiribinha (plantel atual)


Maralina, cria de Charles Marx, nasceu no Haras numero 1 do ranking nacional desde 2007, Haras Chiribiribinha. Filha de RRP de Santa Rita em Caricia do Ingles, portanto neta de OP e Narciso do Angelim.
Excelente marchadora, como seus avôs, tem produzidos otimos produtos na Lagoa Negra.
Pariu com Neruda, o cavalo numero 1 da raça, Baloubet e Boulevard da Lagoa Negra. Com Zan Boemio, 3 produtos amarilhos:  Cervantes e Expoente da Lagoa Negra, e ainda a potra Saga do Chiribiribinha.


Seus filhos:
Baloubet  da Lagoa Negra (com Neruda)


Boulevard da Lagoa Negra (também com Neruda):

Cervantes da Lagoa Negra (com Zan Boêmio):




domingo, 26 de junho de 2011

Black Tie vendido para Linhares, Espirito Santo

Black Tie da Lagoa Negra, está partindo para o criador Edson Teles, municipio de Linhares, Espirito Santo. O mesmo veio à Lagoa Negra, buscar um amarilho, segundo ele "de qualquer forma". É a demonstração que esta pelagem, além de bela, tem admiradores em qualquer lugar. Que Black Tie e seu novo proprietario sejam felizes.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quiçamã da Lagoa Negra (plantel atual)

Quiçamã, é mãe do reprodutor Astro Rei da Lagoa Negra. É sem duvida a melhor marchadora da fazenda. Muita docil, meus filhos ainda muito pequenos ja gostavam de montar em Quiçamã.
Nas fotos abaixo, minhas filhas Valentina e Lorenza montadas na ainda potra Quiçamã, em 2002.
Mais abaixo seu filho Astro Rei, reprodutor da Fazenda Lagoa Negra


terça-feira, 24 de maio de 2011

Queóps da Lagoa Negra (plantel atual)

Queóps, filha de Doutor dos Gaúchos em Kodja Gul da Lagoa Negra. Queóps foi gerada num plano de refrescamento de sangue. Seu pai, Doutor, garanhão negro do amigo Trajano (Haras Dakota,RJ)  cobriu Kodja Gul da Lagoa Negra, esta filha do negro NF de Santa Rita (do saudoso amigo Daniel Pantaleão) com Gal da Lagoa Negra. Portanto, são 2 gerações "refrescadas" .
Ainda nova, Queóps foi vendida ao amigo Luiz Augusto Sinisgalli (SP), Haras Mosteiro. Por lá, como doadora de embriões, deixou inumeros produtos, inclusive 2 homozigotos. Há 2 anos a adquirimos do criador Sinisgalli, para fazer uma terceira geração de Lagoa Negra com abertura de sangue. E gerou com Taj Mahal da Conceição, o potro Este É da Lagoa Negra, reserva da fazenda. Os 3 refrescamentos de sangue nas matrizes Gal, Kodja Gul e Queóps, todas Lagoa Negra, foram realizadas com garanhões negros e não pampas, para abertura plena de sangue.

Seu filho, Este É da Lagoa Negra

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Histórias e estórias (10) ......... o pelo u!!!!

Meu avô Dr. Dutra, segundo meu pai e meus tios, era muito engraçado e irônico. Talvez seja por ele, q a familia Dutra Câmara leva a fama de ser ironica, bem humorada e sarcástica. Meu pai, meus Tios Eloy, Ângelo e Luiz Alvaro, sem duvida sempre foram hilários. Para mim, Tio Luiz Alvaro era o numero 1, com sua fina ironia. Como passou a vida toda em São Paulo, não foi muito conhecido aqui em Barbacena.
Já no final da vida (faleceu aos 91 anos), Dr. Dutra comemorava um dos seus ultimos aniversarios, e uma incomoda hemorróida o pertubava frequentemente. Eis que a dita cuja começou a incomodá-lo e ele resolveu seguir de pressa para casa a fim de fazer um banho de assento com água morna. Ao passar por uns amigos, eles cientes do aniversario, interromperam sua caminhada:
- Dr. Dutra, meus parabens pelo aniversario.
- Muito obrigado
- Estavamos aqui conversando sobre sua idade, quantos anOs o senhor tem, Dr. Dutra.
- No momento, meu caro, um só e em péssimo estado ! Boa tarde a todos !

Expô Barbacena - como sempre, mas faltou.......

Exposição de Barbacena, a 44º, sucesso como sempre. O parque de exposições estava muito bom, a prefeita Danuza Bias Fortes arrumando não só o parque mas a cidade aos poucos, de forma organizada e responsável. 300 animais, muita qualidade, leilão com media de 29 mil (parabens ao Paulo Seixas). Meu sócio na clinica, e grande amigo ( e ex aluno  e afilhado de casamento) Dayrell Andrade, faturou tudo na marcha picada com o Euro da Mata Nova. Euro vai chegar muito forte para levar a Nacional este ano. Fico feliz, pois por minha influencia (ou má influencia) Dayrell é campolinista. E o melhor: Luiz Eduardo, nosso outro socio na clinica, comprou metade do Euro, e agora é campolinista tambem. Ótimo para a raça. Não sei se será para a nossa Gastroclinica (hehehehe) . O quarto sócio, Cristovam, é grande criador de gado holandes (pelo menos é pampa). Tem horror de cavalo. Mas nós 3 tambem temos horror de vaca.
44 anos de exposição de Barbacena. Teve hora q a melancolia me pegava. Faltou ele, pela primeira vez, meu pai. Saudade que dói.  

Elegante, alazã crinalva, na Paraíba

A potra Elegante da Lagoa Negra, filha de Astro Rei da Lagoa Negra em Rubra da Lagoa Negra (esta, filha de Isto É ), nasceu de pelagem alazã crinalva, pelagem bastante rara e de grande beleza. É de propriedade do novo criador Roberval Lima dos Santos, do estado da Paraíba, que levou sua mãe e Elegante, que têm os dois itens mais valorizados no nordeste: pelagem exótica e marcha picada.
Foto aos 7 meses

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Histórias e Estórias (9) .........comendo bem !!!!

Este caso aconteceu neste final de semana. Em visita a um haras de um amigo, e um dos cavalos com 21 anos, com muita saúde me chamou atenção. Perguntei ao seu tratador:
- Ele está muito bem para a idade, hein?
- Tem muita saúde mesmo.
- Como é que ele come?
- Aaahhh, apesar da idade ele come bem umas duas éguas por dia !!!!!!!!

Black Tie da Lagoa Negra sendo montado

Black Tie, sendo montado pelo Zé Carlos. Marcha avante, macia, equilibrada e triplice apoiada. Marcha moderna e evoluida, sem sem ser artificial. Mas nada disso serve, se não tiver beleza. Já dizia Vinicius, o poetinha, para as mulheres: "Que me desculpe as feias, mas beleza é fundamental". E para cavalos não é diferente. 



sábado, 23 de abril de 2011

Kadu da Barraca (plantel atual)

Kadu, um filho de Greco da Barraca e Evra da Barraca, nascido em novembro de 2009, foi um gentil presente do amigo Jairzinho ao meu pai. Hoje, portanto, Kadu é de propriedade da minhã mãe.
Filho de um dos mais belos cavalos da raça, Kadu tem ótima morfologia e marcha batida de muito boa qualidade. Sua mãe Evra é uma das melhores marchadoras do plantel Barraca.


quinta-feira, 21 de abril de 2011

Histórias e Estórias (8)........ Ernestina sabe tudo !

Esta historia foi presenciada pelo meu pai quando adolescente, mas antes, um preâmbulo: Meu avô, medico psiquiatra foi fundador e diretor por 30 anos do Hospital Colônia de Barbacena, exclusivo para pacientes psiquiatricos. É um Hospital público, hoje da rede Fhemig. Quando dirigido pelo Dr. Dutra era um modelo de Hospital, porém nos anos 60 foi rotulado como "porões da loucura" pelos mal tratos aos pacientes quando foi dirigido por um coronel do exercito farmacêutico, nomeado pelo Governador Magalhães Pinto, sempre bajulador de militar. Desde dos anos 80 voltou a ser um modelo de Hospital Psiquiatrico e orgulho de Barbacena.
A expressão "trem de doido" vem dos trens sempre cheios de pacientes que aqui chegavam para serem internados no Hosp. Colônia. Muitos eram alcoolatras, epilépticos e moças que perdiam a virgindade, e que as familias cruelmente queriam se livrar. Pela rejeição, muitos acabavam por terem patologias psiquiatricas. Uma delas, a Ernestina, que não tinha para onde ir, foi trabalhar na casa do meu avô, e um dia fazendo uma goiabada, disse a minha tia avó Agmar:
- Dona Agmar, sabe onde tem umas goiabeiras muito boas?
- Onde, Ernestina?
- Na divisa da Venezuela com a Húngria          (com acento agudo no U)
- Mas Ernestina, a Venezuela não faz divisa com a Hungria, e não é Húngria , é Hungria.
- Dona Agmar, a senhora por um acaso fala Austría com acento no i ? Não fala, né !!!! E a senhora já esteve lá?
- Nunca estive, Ernestina
- Então não discute !!!!!   

Lagoa Negra e Fluminense

Já observaram a cor da logomarca da Lagoa Negra? (logo criada pelo querido amigo Marcos Livrão). Lembra as cores do glorioso Fluminense. Ontem 4 a 2 nos Argentinos Juniors e classificação para as oitavas da Libertadores. E os argentinos continuam sem saber perder. O problema é que enquanto os brasileiros amam odiar os argentinos, os argentinos odeiam amar os brasileiros. Valeu Fluzão. Sempre guerreiro. Meu pai, lá do céu, feliz pelo nosso Fluminense.   

Évora da Lagoa Negra (plantel atual)

Évora, nascida em dezembro último, filha de Gaúcho dos Gaúchos e Bardot da Lagoa Negra, é a primeira neta de Zan Boêmio. Sua mãe a pariu com apenas 38 meses, e a intenção de usar o expressivo Gaúcho (baio claro)  em Bardot (amarilha), foi com objetivo de fazer o F 2 (2° geração) dos amarilhos, uma vez que baio claro e alazão são duas pelagens interessantes para produzirem amarilhos. Porém Évora nasceu lobuna, e com ótima conformação morfológica e forte andamento.
Vejam foto e filme de Évora aos 30 dias de vida.




Parlamento II da Lagoa Negra

Parlamento II era filho de Micaela Sublime II e Graúna da Lagoa Negra. Nascido em 1973, Parlamento II era neto materno de Parlamento I (Barbacena Parlamento - Barbacena foi o afixo inicial da criação do meu pai). Seu pai, Sublime, foi famoso garanhão da raça, sobretudo fazendo a base do plantel Santa Rita. Sublime pertenceu à Lagoa Negra por 2 anos.
Parlamento II era um cavalo de pelagem muito bonita, muito escuro, com pêlo sempre brilhante, tinha frente aberta e alto calçado dos membros. Orelhas, cabeça, pescoço e sobretudo garupa eram seus pontos fortes. Teve muito êxito em pistas, sendo campeão estadual por 4 vezes, campeão nacional Macapê 2 vezes, e Reservado campeão nacional senior e reservado campeão nacional da raça , Semana do Cavalo/80. Foi campeão varias vezes em Barbacena, Governador Valadares, inclusive campeão de marcha. Se destacou tambem na produção, sendo pai de Ulisses da Lagoa Negra, campeão nacional da raça jovem /81 e campeão nacional da raça sênior/ 83.
Seus melhores produtos: Sedutor (res. campeão nacional), Tamára, Ulisses (campeaõ nacional da raça), Zuavo, Alhambra e Brasil da Lagoa Negra. E ainda Marquesa de Sâo Vicente, Lanceiro do Pinhão (res. campeão nacional), Diadema do Tiguara. Uma das suas filhas, Zoada da Lagoa Negra se encontra viva a véspera de completar 30 anos, em Ibertioga (MG) , com o amigo Paulo Cesar Araújo.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Expo Salvador - opinião

A 1' exposição brasileira, que equivale a expo nacional itinerante, foi um enorme acerto da gestão Guto Amaral. Os amigos baianos prepararam uma super expô, com 350 animais.
Os leilões foram otimos (animais e embriões), principalmente o de animais. Interessante que leilão aberto (vários vendedores) geralmente é um fracasso, mas a Bahia conseguiu resgatar este tipo de leilão.
Gostei do julgamento. Faraó da Hibipeba e Dúvida da Luanda, que ganharam titulo de grande marchador, deram um show. Peralta do Atalho, reservado grande marchador não ficou atrás. Opção do Oratório e Ulisses da Chiribiribinha foram campeões da raça com mérito. Não assisti o julgamento da Uruguaya da Chiribiribinha, mas talvez não tenha se apresentado bem, pois a priori a considero imbatível.
A Bahia , famosa por ser de todos os santos, foi de todos os campolinistas. Parabéns.

domingo, 10 de abril de 2011

Histórias e Estórias (7) .... solução proctológica!

Este caso tem como testemunha o amigo antigo da familia, Aymone Navarro, literal  testemunha ocular do fato. Como prefeito de Barbacena, meu pai gostava de visitar as obras da prefeitura. Ainda no seu 1º mandato, quando trocava a rede de esgoto e asfaltava uma determinada rua, teve noticia que um morador reclamava e xingava o prefeito a toda hora, devido a qualidade das manilhas que ali eram colocadas. Ao visitar tal rua, foi avisado que era a rua do morador reclamão, e eis que o mesmo chegou perto do meu pai e iniciou o seguinte dialogo.
- Prefeito, esta sua obra tá ficando uma porcaria, o senhor não está vendo? !!!
- Por que, meu caro?
- Muito simples, estas manilhas sao muito finas e não vão dar vazão ao esgoto, só o senhor que não vê isto !!!!
- Mas estas manilhas são de tamanho padrão e colocadas em todas as ruas, todas as cidades e não apresentam problema nenhum.
- Ah não, o senhor que não conhece a grosssura do meu cocô, e a minha casa é a primeira da rua e vai entupir tudo !!!!
- O problema então é este? Então vou te dar uma solução que vai resolver o problema seu e o meu, já que não vou trocar manilha nenhuma: Meu irmão é cirurgião.....
- Eu conheço ele, o Dr. Eloy, ele é o meu médico.
- Pois é, vou fazer um bilhete pro Eloy pedindo pra ele colocar uma roela no seu fiofó e resolve o problema seu e o meu !!!!!!!!!
Nunca mais o morador reclamou e sempre que encontrava meu pai fugia dele, assim como nunca mais consultou com o Tio Eloy.

sábado, 9 de abril de 2011

Benvinda da Mata Nova (plantel atual)

Benvinda, filha de Bárbaro da Hibipeba e Negra do JC, é neta de JE da Lagoa Negra. Nascida em 2003, foi adquirida aos 2 anos do seu criador Guto Amaral, de São Paulo, atual presidente da ABCCC.
Benvinda pertence ao condominio Fazenda Lagoa Negra / Haras Barbacena, este do amigo Dayrell Andrade. Uma das doadoras de embrião do Haras Lagoa Negra, já tem 5 produtos, sendo 3 de venda de óvulos aos Haras Egito, Rio Acima e Atalho. Na Lagoa Negra pariu Bossa Nova da Lagoa Negra , com Detalhe de Sans Souci, falecida aos 15 dias de vida, e pariu também a promissora Donatela da Lagoa Negra, com Astro Rei da Lagoa Negra.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

63 anos de felicidade

Hoje, caso meu pai aqui estivesse, ele e minha mãe fariam 63 anos de casados. Casaram-se em Belo Horizonte em 1948, na Igreja de Lourdes. Passavam por esta data sempre com alegria e carinho. Meu pai , junto aos meus quatro irmãos que se encontram com ele , aguardam pelo dia que na estação da eternidade todos se reencontrarão. Todos nós, um dia. Saudades, meu querido pai. Um beijo grande, minha mãe.