quarta-feira, 6 de julho de 2016

Histórias e Estórias ( 23 ) - Solução para tudo

Este caso tem como testemunha o amigo antigo da familia, Aymone Navarro, literal  testemunha ocular do fato. Como prefeito de Barbacena, meu pai gostava de visitar as obras da prefeitura. Ainda no seu 1º mandato, quando trocava a rede de esgoto e asfaltava uma determinada rua, teve noticia que um morador reclamava e xingava o prefeito a toda hora, devido a qualidade das manilhas que ali eram colocadas. Ao visitar tal rua, foi avisado que era a rua do morador reclamão, e eis que o mesmo chegou perto do meu pai e iniciou o seguinte dialogo.
- Prefeito, eu votei no senhor mas esta esta sua obra tá ficando uma porcaria, o senhor não está vendo? !!!
- Por que, meu caro?
- Muito simples, estas manilhas sao muito finas e não vão dar vazão ao esgoto !
- Mas estas manilhas são de tamanho padrão e colocadas em todas as ruas, todas as cidades e não apresentam problema nenhum.
- Ah não, o senhor que não conhece a grosssura do meu cocô, e a minha casa é a primeira da rua e vai entupir tudo !!!!
- O problema então é este? Então vou te dar uma solução que vai resolver o problema seu e o meu, já que não posso mais trocar manilha nenhuma pois a obra ta quase pronta: Meu irmão é cirurgião.....
- Eu conheço ele, o Dr. Eloy, ele é o meu médico.
- Pois é, vou fazer um bilhete pro Eloy pedindo pra ele colocar uma roela no seu fiofó e resolve o problema seu e o meu !!!!!!!!!
Nunca mais o morador reclamou e sempre que encontrava , fugia do meu pai , assim como nunca mais consultou com o Tio Eloy.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Histórias e Estórias (22) -" Guaranis, Guaranis "

Meu pai contava uma história , de um amigo do seu avô : era um fazendeiro rico  da região de Ibertioga. Ele era solteirao e chamou uma professora solteira para andar a cavalo, que ele estava interessado . Achava que falando na segunda pessoa poderia impressionar a pretendente, considerada muito culta.  Seu cavalo era o Guarani. Num dado momento Guarani assustou com um passarinho saindo de uma moita e quase o derrubou da sela. E achou a oportunidade de "gastar"  seu português usando a segunda pessoa :
- Guaranis, Guaranis , o que é issos? Serás um gambás ou serás um tatus.
Neste momento sai um passarinho pela moita .
- Nada dissos Guaranis, é apenas um ticos ticos!!!
Perdeu a namorada professora.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Felicidade de Sans Souci

Felicidade de Sans Souci
Nova aquisição para nosso plantel, em Condomínio com a Fazenda Cabo Velho.
Uma das melhores filhas do JE da Lagoa Negra.
Filha do JE com Ásia de Sans Souci. Felicidade de Sans Souci foi doadora de embriões por muitos anos no Criatorio JAD, tendo gerado ótimas crias como Betina da Jad e Chalana da Jad



sábado, 26 de março de 2016

Guy de Luc da Lagoa Negra

Guy de Luc da Lagoa Negra
(Gótico da JAD x Dondoca da JAD), primeira descendente pampa do Nairobe Mandala ( seu avô paterno)
Plantel atual. Potra , com foto aos 5 dias.




Galoucura da Lagoa Negra

Galoucura da Lagoa Negra
( Instinto de Luanda x Donatela da Lagoa Negra )
Plantel atual. Potra de 3 meses.
Representa o 1º produto da 8º geração (F8) Lagoa Negra pampa.
Galoucura tem no seu sangue 9 garanhões nascidos na Lagoa Negra (os pampas Netuno, Segredo, Falcão, Isto É, JE, Tornado II, Astro-Rei , e ainda Parlamento II e Ulisses )



Geórgia da Lagoa Negra

Geórgia da Lagoa Negra
(Garoto de Luanda x Ametista do Mosteiro )
Plantel atual. Potra de 10 meses.





Instinto de Luanda

Instinto de Luanda
(Gavião do Barulho x Ucha do Chiribiribinha )
Garanhão do Haras Luanda, Bahia (do amigo Paulo Rocha), reprodutor que está cobrindo atualmente as matrizes do criatório Lagoa Negra.
Campeão Nacional da Raça Jovem, sendo o primeiro pampa a conquistar este titulo disputando com todas as demais pelagens.


Dondoca da JAD

Dondoca da JAD
(Detalhe de Sans Souci x Jana de Santo Amaro)
Plantel atual. Dondoca foi campeã nacional da raça jovem campolina pampa 2011 e campeã nacional da raça senior campolina pampa 2012.





Encantada de Luanda

Encantada de Luanda
(Falcão da Lagoa Negra x Fama TOP )
Plantel atual. Prenha do campeão nacional da raça Instinto de Luanda





Queóps da Lagoa Negra

Queóps da Lagoa Negra (JE da Lagoa Negra x Kodja Gul da Lagoa Negra )
Plantel atual. Prenha de Instinto da Luanda, campeão nacional da raça



Viena da Água Santa

Viena da Água Santa ( Quintão da Água Santa x Naine da Santa Rosa )
Plantel atual.





Chiara da Lagoa Negra

Chiara da Lagoa Negra ( Taj Mahal da Conceição x Ocara da Lagoa Negra )
Plantel atual.



Donatela da Lagoa Negra

Donatela da Lagoa Negra ( Astro-Rei da Lagoa Negra x Benvinda da Mata Nova )
Plantel atual. Foto quando potra. Prenha de Instinto de Luanda.




Heroína de Luanda

Heroína de Luanda (Dimitri de Luanda x Gravura do Barulho)
Potra do plantel atual. Prenha de Instinto de Luanda. Filha do campeão nacional da raça Dimitri de Luanda numa irmã inteira de Figura do Barulho, égua ícone da raça campolina. Heroína herdou a excelente marcha do pai.


Ametista do Mosteiro

Amestista do Mosteiro (Falcão da Lagoa Negra x Queóps da Lagoa Negra)
Plantel atual. Prenha do campeão nacional Instinto de Luanda

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Historias e Estorias (21) - Vida saudavel

Entre alguns conceitos divertidos que meu pai cultivava, um deles era sobre vida saudável: Afirmava que comer verdura e fazer caminhada faziam mal a saude. Dizia ele: " Isto é bobagem dos medicos, pois coelho só come alface e não vive mais que 3 anos, e tartaruga não caminha e vive mais de 100 !"

terça-feira, 23 de julho de 2013

Historias e Estórias (20) - para que desagradar!

Meu pai tinha um amigo, policial civil aposentado, que era uma pessoa extremamente afável e educado, as vezes até exagerava pois sempre tentava agradar o interlocutor, mesmo em situações que não era possivel. Pois bem, a esposa dele estava em fase final de uma grave doença, e alguem informou ao meu pai que ela havia falecido ha 2 dias. Acontece que alguns minutos depois desta informação equivocada, meu pai encontrou o "suposto" viuvo na rua, ( sr. João - nome ficticio, para preservar a intimidade ) e manteve com ele o seguinte dialogo.
- O Sr. João, como vai? Fiquei sabendo agora mesmo que sua esposa faleceu, meus sentimentos!
( sr. João nao querendo deixar meu pai sem graça, resolveu confirmar o obito )
- Pois é doutor, então, coitada né, ela descansou , muito obrigado, obrigado mesmo, doutor.
- Então Sr. João, eu nao fiquei sabendo, nao pude ir ao funeral, mas faço questao de ir a missa de setimo dia. Quando será?
( Pronto, deixou Sr. João em situação dificil, pois como confirmar uma missa que nao haveria ?. Dai ele achou a solução que esclarecia mas nao deixaria meu pai sem graça )
- Olha doutor, na verdade ela ainda não morreu não, mas ela ta tao ruinzinha que não vai longe não, então eu aceito os pesamos assim mesmo. Muito obrigado, doutor, obrigado mesmo.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Discurso

Meu amigo sempre gentil Francisco La Saigne D'Adoim Ingles, nosso Chico Ingles, ex presidente da ABCCC, tambem chamado de "o presidente da marcha", pediu-me que publicasse meu discurso de posse na Academia, pois pelo menos ele gostou muito. Como é um momento feliz, e este blog é meu ( rrrzzz) , mesmo constrangido publico aí embaixo. Sao 4 minutos, e a parte que falo do meu proprio obituario é no final, pelo menos esta parte é no minimo pitoresca, diria meu saudoso pai.

"É com muita lisonja que tomo posse na Academia Brasileira do Cavalo Campolina. Academia não é sinônimo de senilidade ou apenas de experiência, mas, sobretudo significa conhecimento, logo, ensinamento.
Devemos sempre na vida, ter o discernimento exato do que é ser arrogante e ser arrojado. Na academia, seremos arrogantes se ficarmos vivendo do aplauso do passado, olhando apenas pelo retrovisor. Mas, poderemos ser arrojados, com a experiência da caminhada que todos nós já fizemos, a fim de ajudar a mostrar o caminho do futuro.
Nestes mais de 130 anos de raça campolina, vivi e vivo todos os meus 48 anos de idade  de forma sempre intensa nos meandros da raça campolina. Aos 4 anos, no longínquo 1969, fui a minha primeira exposição nacional, em Curitiba. Hoje, causa-me profundo orgulho ao constatar de forma indubitável que criamos a melhor raça de cavalos do Brasil. A evolução conquistada neste século XXI, seja na morfologia, na marcha e na funcionalidade nos eleva a termos um cavalo com enorme beleza zootécnica, com marcha cômoda e moderna, e com funcionalidade apropriada para o que desejamos.
E são os criadores da raça, protagonistas deste sucesso, que podem preservar o que foi conquistado e buscar o que ainda pode ser melhorado. E seus coadjuvantes deverão ser as instituições; ABCCC e esta Academia; e ainda os árbitros, técnicos, consultores, mas a frente de tudo, os criadores, até porque são eles os donos de todos os custos.
Mas neste século, se muito evoluímos, não houve evolução sem sacrifícios. Temos na morfologia nos dias atuais um cavalo moderno, proporcional, bem aprumado e ligado, sem ser pesado e com porte próximo ao padrão. Porem, é possível que tenha ocorrido uma perda de parte da beleza racial, mas que neste momento entendo como aceitável, e que possamos num futuro próximo reconquista-la, sem prejuízo a evolução conquistada.
No tocante a marcha do nosso cavalo, até mesmo criadores de outras raças, aplaudem aos shows que se transformaram nossos concursos de marcha, numa evolução recente jamais vista na raça. Porem, que continue a evolução. Que a marcha picada possa melhorar este que é o mais cômodo andamento do nosso cavalo, com melhor equilíbrio da mesma, sem que perca a essência deste verdadeiro patrimônio nacional. Já a marcha batida, responsável por momentos mágicos nas atuais exposições, que os criadores fiquem sempre  atento na dissociação da mesma, com enorme zelo pelos cruzamentos feitos a fim que jamais nos aproximemos da marcha diagonal.   E que nosso cavalo não seja apenas do peão, mas também do patrão, da esposa do patrão e dos filhos do patrão, ou seja, cômodo sempre, independente de quem monta.
E no que cerne a funcionalidade, aqui temos o futuro da raça. Somente seremos eternos se tivermos sucessores. E estes serão os jovens de hoje! Campolinistas, não teremos futuro se mostramos ao um jovem apenas uma cabeça e orelha de um cavalo, mas sim,  o futuro nos espera se a um jovem entregarmos uma rédea , um estribo e uma sela. Aqui está o nosso futuro, e tenho certeza que esta Academia será coadjuvante a mostrar este caminho, pois como escreveu o poeta Mario Quintana “são os passos que fazem a caminhada”.
Família campolinista, como associado há 30 anos, já ocupei cargos na ABCCC, seja na Diretoria, CDT, Ceterc, Conselho Consultivo, fui membro do quadro de árbitros tendo julgado mais de 100 exposições entre elas varias neste Parque da Gameleira, mas muito da minha presença nesta Academia é devido a alguém, que hoje se encontra na eternidade, mas tenho certeza, que lá de cima, está orgulhoso por este momento, meu saudoso e querido pai Jose Eugenio Dutra Câmara, a quem dedico esta honra de ser um acadêmico, justamente o tendo como patrono da vaga que ocupo.  A ele tudo devo, a ele minha saudade e amor eternos.
Meus amigos, quando fui comunicado da posse, pediram-me para anunciar-me com um breve currículo. Porem preferi fazer diferente, até porque, próximo dos 50 anos de idade, uma coisa é certa: Já estou na ultima metade da vida. E ainda, com dois stents nas coronárias e tomando posse numa Academia, veio à minha mente um estranho pensamento:  como eu gostaria de ler o meu próprio obituário. Não desejo ter um tão cedo. Mas todos nós um dia teremos um obituário. E se pudesse ler o meu, gostaria que assim o fosse:
“Jose Eugenio Dutra Câmara Filho, ou apenas Dudu, natural de Barbacena, cidade que é a eterna moradia dos principais sentimentos das Minas Gerais. Casado com Márlova de Ávila Dutra Câmara, presença constante dos seus melhores pensamentos. Pai de Valentina, Lorenza e Stéfano, razão principal de sua vida. Médico que exerceu com dignidade sua profissão, se não curando a todos, mas aliviando a muitos, mas com certeza  acolhendo a todos os seus semelhantes. E que por toda sua vida teve uma grande paixão: pela melhor e mais bela raça de cavalos entre todas, a raça CAMPOLINA”.
Amigos, se por motivos contra a minha vontade, nos últimos tempos, nem sempre estive presente, saibam que jamais, jamais mesmo, nos perderemos!
Obrigado Campolina!  "    

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Posse na Academia Brasileira do Cavalo Campolina

Com muita honra tomei posse na Academia Brasileira do Cavalo Campolina, entidade criada em 2010 que contempla 20 pessoas que tenham contribuido para a o engradecimento da raça campolina. Cada cadeira detem um patrono, assim como um famoso cavalo da Raça Campolina, ja falecido. Fui eleito em 2012, e tomei posse dia 08/06/2013 em solenidade no Expominas, em BH, evento presidido pelo presidente da Academia Emir Cadar e demais academicos. Minha lisonja aumenta, pois terei como patrono da minha vaga, meu saudoso e querido pai Jose Eugenio Dutra Câmara.






terça-feira, 11 de setembro de 2012

Historias e Estorias (19) - meu Tio nas eleições

Meu Tio Eloy , irmão caçula do meu pai, foi candidato a prefeito em 1988. Medico muito prestigiado, nunca havia entrado em politica, mas sempre era convidado, e neste ano resolveu aceitar o convite. Meu pai ja havia sido prefeito por 2 veses, e sempre teve muito traquejo para politica, mas meu Tio levava esta historia de candidato como uma diversao, umas ferias na profissao. Numa ocasiao, apos um comicio num bairro, houve uma reuniao na casa da presidente da Associação do bairro. Ela abriu uma lista de pedido e começou a ler tudo q precisava no bairro. Uma lista enorme. O bairro era novo e nao tinha quase nada. Quando acabou aquela lista interminavel, virou para o meu tio e perguntou:
- Então Dr. Eloy , o que o senhor acha?
Ele respondeu bem no estilo dele:
- Ah minha filha, o q eu acho é q vc deveria mudar daqui, seu bairro nao tem nada !!!!!!!!!!!
E deu uma interminavel gargalhada
Meu pai, ainda cochichou no ouvido dele.
- Não Eloy, nao é assim q responde, fale ao menos q vc vai ver com carinho as solicitações.
E ele respondeu:
- Eu não, e se for assim em todo bairro vou começar a pedir para nao votarem em mim.
E deu outra gargalhada. A qual meu pai e eu acompanhamos, pois era o q nos restava.
Ao abrir as urnas, num colegio eleitoral à epoca de quase 70 mil eleitores, ele perdeu por apenas 250 votos, para um adversario q ja havia sido prefeito, Vicente Araujo, q era muitissimo popular, e q mesmo assim quase perdeu a eleição para um candidato q quase soltou foguete para comemorar a derrota.
Na verdade, ele de fato sempre dizia q foi um alivio a derrota, pois sua vocação era mesmo a medicina, a qual Barbacena ate hoje se curva pelos 60 anos de medicina do Dr. Eloy, sempre com caridade, competencia, comprometimento e carinho sobretudo pelos mais necessitados. Nos deixou em fevereiro ultimo, e Barbacena chora ate hoje a perda de um dos seus filhos mais amados e queridos q ja teve. Saudades, meu querido Tio !!!!   

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Histórias e Estòrias (18) - Carrapicho !

Muitos anos passados, fui com meu pai a um dos concursos de marcha que ele julgava aqui na região. Era numa localidade chamada Joselândia, distrito de Santana dos Montes, próximo a Conselheiro Lafaiete. Joselândia era conhecida no passado como Carrapicho, mas a população local detestava este nome (até hoje). Como meu pai era muito irreverente, lembrei a ele durante a viagem que tomasse cuidado para ele não trocar os nomes, pois o povo de lá poderia não gostar. Ele falou que nao teria problema.
Porém na hora dele justificar um julgamento, havia no concurso de cavalo sem registro um animal cheio de carrapicho na crina, e meu pai nao aguentou e soltou:
- Com relação a este cavalo baio, cheio de Joselãndia na crina...........

terça-feira, 26 de junho de 2012

Histórias e Estórias (17) - parto realmente normal?

Meu Tio Eloy, era cirurgião geral. Nos anos 50 e 60, era comum no interior os médicos cirurgiões serem também clinicos e obstetras. Uma ocasião, num domingo, estava meu pai e meu Tio Eloy ( eram irmãos ) na casa da minha avó Margarida, quando meu Tio foi chamado para fazer um parto normal na Maternidade, que ficava perto da casa da minha avó. (naquela época os médicos ainda faziam partos normais) E ele perguntou ao meu pai: - Zé Eugênio, voce já viu um parto? Quer ver? - Quero sim,vou com voce! Chegando lá, meu tio fez o parto e estranhou que meu pai ficou quieto, observando com atenção, logo ele, sempre falante. E perguntou: - Então, Zé Eugenio , o que voce achou? A parturiente ainda estava em posição de parto normal, e meu pai apontando o dele na direção da posição ginecológica que ela se encontrava, perguntou: - Isto volta ao normal?...........

Ano cinza

2012, ano cinza. Num período de 2 meses, perdemos minha amada mãe, meu querido Tio Eloy, e por fim meu irmão Fernando, vitima de um infarto fulminante aos 54 anos. Vida que segue. Saudade doída. Como um dia escreveu Pablo Neruda " saudade, uma eterna solidão acompanhada ". Espero que o ano ganhe um pouco de cor.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Adeus minha mãe.

Uma vez li um texto de autor desconhecido, que diz q vida é uma mera viagem, para alguns mais duradoura , para outros, infelizmente, mais rápida. A longa viagem da minha querida mãe, terminou. Com a missão cumprida. E ao desembarcar na estação da eternidade ela refez esta imagem da foto, um casamento exemplo de amor e respeito mutuo, e ainda re encontrou seus 4 filhos q lá estao. Isto me conforta , por isso creio. Obrigado Dona Dora, por tantos exemplos e carinho. Não terei mais meu colo de mãe. Onde o conforto é o maior que existe no mundo. Mas a saudade, será como escreveu Pablo Neruda " Saudade: Uma eterna solidão acompahada ". Com muito amor, eternamente. 


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Etcétera da Lagoa Negra

Etcétera da Lagoa Negra, aos 13 meses, evoluindo muito bem. Produto de um embrião que comprei da Vera Anechino, por Portinari Mandala e Naomy Mandala. Vendi metade da Etecétera ao Paulo Rocha, Bahia







terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Histórias e Estórias (16) - mecenas com 2 neuronios

Esta historia é uma das que meu pai adorava contar, pois ele foi testemunha do ocorrido quando jovem, na decada de 30, aqui em Barbacena. Lembro que quando começou o blog, expliquei que os "causos" aqui narrados, seriam nominados como "historias e estórias", nao que alguns sejam inveridicos, mas porque alguns nomes de pessoas seriam omitidos ou truncados, para não ferir susceptibilidades.
Pois bem, na metade primeira do seculo XX em Barbacena, havia um portugues rico, Sr. Guilherme Marins, que se enriqueceu com comercio e prestação de serviço, mas não era provido de muita inteligencia. O sonho do Sr. Guilherme era trazer uma peça de teatro para Barbacena, e ele poder atuar como ator, mesmo que apenas com uma pequena ponta. ( Creio que o filme "Shakespeare Apaixonado" foi inspirado neste caso - hehehe).
A cidade toda se mobilizou para assistir ao grupo teatral que Sr. Guilherme trouxe do Rio de Janeiro, e sobretudo para assistir a participação do "mecenas da mantiqueira". O diretor após conversar com Sr. Guilherme, resolveu que sua participação seria apenas com uma frase, pois logo viu a "enorme capacidade intelectual" do produtor teatral tupiniquim. E ele seria o pai da mocinha da peça, e falaria " Ou o senhor casa com minha filha, ou então eu saco minha pistola e dou-lhe um tiro na cabeça". E ele então treinou exaustivamente. Andava pela cidade falando a mesma frase o dia inteiro " Ou o senhor casa com minha filha, ou então eu saco minha pistola e dou-lhe um tiro na cabeça". " Ou o senhor casa com minha filha, ou então eu saco minha pistola e dou-lhe um tiro na cabeça". Umas 200 vezes ao dia, repetia a frase.
Porem no dia da apresentação, o diretor viu que a plateia era tipica do interior de Minas Gerais, com muitas senhoras, as familias da cidade presentes, e ele decidiu mudar a frase do Sr. Guilherme:
- Sr. Guilherme, vou mudar uma palavra da sua frase. O senhor vai trocar pistola por revolver. Só isso.
Mas o Sr. Guilherme, que era um resmungão contumaz, retrucou:
- Mas vai trocar a peça toda na ultima hora, isto nao vai dar certo
- Que trocar a peça toda, é só uma palavra !
E Sr. Guilherme saiu a resmungar:
- Trocar a peça toda, ora pois, trocar a peça  toda, isto nao pode, ora meu Deus. Trocar a peça toda !
E treinou a frase nova, sempre resmungando que estavam "trocando a peça toda".
Eis que chega a hora da sua frase e ele entra em cena e manda:
- " Ou o senhor casa com minha filha, ou então eu saco meu revolver e dou-lhe um tiro na cabeça da pistola!!!!!!!!!"
Foi uma confusão danada, com varias senhoras abandonando o teatro, com pessima repercussão pois as familias nao sabiam que a peça "era pornográfica".
E a carreira de produtor teatral e de ator do Sr. Gabriel acabou ali mesmo, quando começou, pois afinal,  trocaram a peça toda !

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Histórias e Estórias (15) - o amigo "mão aberta"

Meu pai tinha um amigo, à época que morou em Paracatu, o qual vamos denominá-lo como Sr. Fulano, que era um homem rico, mas famoso pela avareza. Uma ocasião teve o seguinte dialogo com o meu pai (ele chamava meu pai de Dr.José)
- Dr. José, não sei mais o que faço com minha esposa. Todo dia ela me pede 50 cruzeiros!!!
- Mas para que, ela pede 50 cruzeiros todo dia?
- Eu não sei, eu nunca que dou !!!!
Sr. Fulano, apesar da avareza, era muito generoso e querido com os mais necessitados, e por isso tinha um monte de amigos e admiradores. Uma ocasião, bateram à sua porta, por volta das 3 da manhã, uma família que tinha acabado de perder o pai, e estavam preparando o velório. Sr. Fulano entre outros negócios, tinha uma loja de roupa. E assim teve o seguinte dialogo.
- Sr. Fulano, nosso pai faleceu, o senhor poderia nos dar um terno para enterrá-lo?
- Posso sim, posso sim. Aguardem aí. (ele tinha o habito de repetir as expressōes)
Passa mais um pouco, ele entrega tudo numa sacola, a família , comovida, agradece a sua generosidade e vai embora.
Após uns 10 minutos, a família volta:
- Sr. Fulano, o sr. esqueceu do paletó!
- Não, não, tá muito quente, tá muito quente !!!!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ouvido para reconhecer marcha

Meu pai formou-se em odontologia muito jovem, aos 22 anos em 1941. Voltou de BH onde se formou na UFMG para Barbacena e abriu seu consultório na casa da minha avó. Nesta época era noivo da minha mãe, que morava em Belo Horizonte. O consultório tinha grandes janelas q davam para a rua, à época Ladeira Tiradentes, atualmente Rua Sena Figueiredo. Contava meu Tio Ângelo, veterinario, irmão mais velho do meu pai, que quando passava um cavalo na rua, e isto era toda hora nos anos 40, q meu pai escutava o barulho da ferradura e falava com o cliente q estava atendendo: " marcha picada, e boa " ou " marcha batida, mas dura " ou " quase trote " ou " xxxiiii, andadura!" . Alguns acompanhantes ou mesmo alguns clientes chegavam até a janela para conferir e ele estava certo, era aquilo mesmo q seu ouvido para marcha avaliava.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Etcétera da Lagoa Negra

Etcétera, filha de Portinari Mandala e Naomy Mandala, produto de um embrião adquirido do Haras Mandala, estará nas pistas em 2012. É de propriedade do Condominio Lagoa Negra / Luanda .
Fotos aos 10 meses.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Histórias e Estórias (14)........ Diferenças entre compradores

Meu pai contava uma história muita engraçada, e quem ouviu, ria muito
: a diferença do comprador de cavalo e do comprador de vaca.
Segundo ele, o comprador de vaca chega na fazenda, as 6 da manhã, para ver a ordenha do gado. Já começa mal: acorda a família toda, buzinando a Brasília velha, carro preferencial de comprador de vaca. Já chega falando: " ouvi falar q o senhor tem um gadinho para vender". Mal chegou, já está chamando seu gado de gadinho! E geralmente vem acompanhado de um retireiro, quase sempre de nome Geraldinho, que veio somente para por defeito no seu gado. Depois de umas 3 horas, voltam do estábulo, entram para tomar café, suja o chão da casa com aquele cheiro insuportável de estrume e urina de vaca e no final anuncia: " nós até q gostamos do seu "gadim", mas vamos lá em Ibertioga e depois a gente se fala". Nunca mais dão notícia.
Já o comprador de cavalo, chega à fazenda depois das 10 horas, dormiu no hotel Grogotó , chega numa BMW ou numa Mercedez Benz, e vem sempre acompanhado de uma bela mulher, que GERALMENTE não é a dele. Quando começa a mostrar os cavalos a venda, a mulher ao ver o cavalo baio, logo fala " que lindo este amarelinho, meu bem!" . Quando solta o castanho: " e este marronzinho, que fofo". O macete é deixar o pampa por ultimo. Quando ela vê o pampa, emociona: " Nossa, amor, este estampado é demais, eu quero é este, ele todo bordado !!!!" . Aí é só pedir alto, que ele paga o que pedir.
Mas há um viés quando ele volta para comprar com a mulher legitima. Ela não gosta de nada, tráz com ela um menino gordo, que fica brincando emcima da porteira, ótimo para empenar a mesma, e quando ele pede preço de um cavalo, ela resmunga " dinheiro para comprar cavalo tem, mas pra trocar a mobília da sala não tem!".
E assim segue a vida, cheia de diferenças mas sobretudo com muito humor e ironia .
Este caso é baseado em hábitos dos anos 60, 70 e 80. Hoje os produtores rurais de gado leiteiro tem perfil diferente e criadores de cavalos somente viajam com suas esposas, e são fieis às mesmas. (ai !)
Quem escutou esta estória (não é bem uma história) do meu pai, certamente lembra com um sorriso.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Gameleira - há 50 anos

Esta foto foi tirada há 50 anos. No Parque da Gameleira, em BH, encontro de criadores da raça campolina, mangalarga marchador e mangalarga "paulista" - Anibal Junqueira (criatório Edu), José Oswaldo Junqueira (criatorio JO), Bolivar de Andrade (criatorio Passa Tempo), José Geraldo Arêas e seu filho Juca (criatório JG), Gastão Resende (criatório Gas) e meu pai, José Eugenio (criatório Lagoa Negra)

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

José Eugenio, 1 ano de saudade

1 de outubro de 2011, 1 ano de saudade do meu querido pai. O artigo abaixo escrevi a pedido do Januario Martins, e foi publicado na revista Alta Linhagem, especifica para os campolinistas. Amigos queridos pediram q eu publicasse aqui no blog.

JOSÉ EUGENIO: “SAUDADE, UMA ETERNA SOLIDÃO ACOMPANHADA”
José Eugenio Dutra Câmara Filho (Dudu)
Quando o amigo Januário pediu-me que escrevesse um artigo sobre o meu pai, Jose Eugenio Dutra Câmara, por instantes não julguei a pessoa certa para fazê-lo, justamente pela condição de filho. Mas aceitei o desafio, com a óbvia restrição da parcialidade. O título, “saudade, uma eterna solidão acompanhada”, feliz definição de Pablo Neruda, demonstra o quão esta palavra toca a todos aqueles que amam.
José Eugênio Dutra Câmara viveu 91 anos. Nascido em Barbacena em 1919, filho, neto e bisneto de médicos, fez a opção pela odontologia, formando-se em 1941 aos 22 anos, na UFMG. Sem relação nenhuma com o meio rural, logo na infância desenvolveu sua paixão pelos cavalos, e na década de 1930 acompanhava um grande amigo da família, Dr. Paulo da Rocha Lagoa, grande conhecedor de cavalos, e obteve com esta amizade seus conhecimentos iniciais sobre os eqüinos, e exatamente o cavalo campolina.  Quando adolescente, conheceu aquele que seria seu grande amigo, Gastão Resende, que era alguns anos mais velho que ele. Gastão sempre acompanhava o famoso Joaquim Resende, Seu Quinzinho, seu pai, e poder conviver com o sucessor de Cassiano Campolina, era uma glória para o meu pai.
Ainda nos anos 30, foi fazer o ensino médio no Rio de Janeiro, para se preparar para o curso universitário. Desta época, contava uma passagem que marcou sua juventude:  Recebeu um telegrama do Dr. Paulo, avisando que Sr. Joaquim Resende havia vendido o famoso cavalo Nobre para o Rio de Janeiro, e que o mesmo desembarcaria na estação de trem e sugeriu que meu pai fosse conhecer o cavalo com a fama de ser o melhor campolina da época. E ele acompanhou não só o desembarque, mas a retirada do Nobre do centro do Rio de Janeiro. O cavalo causou alvoroço, pois sua beleza chamou atenção até do prefeito da cidade, que parou para ver o cavalo.  Porém, passando por uma vitrine, Nobre viu sua imagem no vidro, assustou-se e avançou sobre sua própria imagem, causando um desastre dantesco, pois além de ferir gravemente o cavalariço que o puxava, Nobre morreu na hora, entre vidro quebrado, urros e muito sangue, além de correria e gritaria. Foi primeira página do Globo e JB. Meu pai viu tudo, e guardava na sua memória cada instante da tragédia com o melhor campolina da época.
Relato esta historia, apenas para exemplificar tantas historias e vivencias que meu pai tinha nos mais de 70 anos que conviveu com o meio do cavalo. Após sua formatura em odontologia, resolveu criar cavalos no terreno grande que havia no quintal da casa da sua mãe, porém bem inapropriado para criar cavalos. Mas era o que podia à época. E a égua negra Gilda foi seu primeiro animal. Isto em 1942. Por 2 anos seguidos levou Gilda na exposição de São Paulo. A viagem era de trem, e ia ele e o empregado ao lado da Gilda, numa viagem de quase 24 horas.
Quando nos últimos anos, alguém reclamava com ele das dificuldades do dia a dia de criar cavalos, ele lembrava desta época, e achava graça do reclamante. Até ter sua própria fazenda, não podia ter muitos animais. Quando comprou sua primeira área rural, denominou como Fazenda Lagoa Negra. Iniciou sua criação com o prefixo Barbacena. Em 1964 passou para Lagoa Negra, como sufixo. Exerceu a odontologia em consultório por 7 anos somente,  e fez opção por ser produtor rural com vacas holandesas e cavalos campolina, pois assim se sentia feliz. Nunca teve apego a bens materiais e pela opção que fez, as contas ao final do mês quase nunca fechavam, e assim foi a vida inteira. Com 8 filhos, sempre teve de vender seus melhores animais para honrar seus compromissos, mas principalmente nunca deixar faltar nada à sua família. No final dos anos 60, resolveu criar campolina pampa, já que somente no mangalarga marchador tinha esta pelagem. Seu primeiro pampa  registrado em livro aberto foi Netuno da Lagoa Negra, nascido em 1971. Considerava os melhores animais que produziu o campeão nacional da raça/83 Ulisses da Lagoa Negra, e seu neto, JE da Lagoa Negra, este de pelagem pampa de preta. Atualmente a Fazenda Lagoa Negra encontra-se na 7º geração de campolina pampa.
Outra paixão que meu pai teve, foi sua Barbacena. Por duas vezes foi prefeito municipal. Entre inúmeras realizações, tinha orgulho das inúmeras escolas que fez, onde havia aula normal pela manhã, ensino profissionalizante à tarde e alfabetização de adultos à noite. Em cada escola havia um curso diferente: Serralheria, carpintaria, eletricidade, eletrônica, enfermagem, etc, e na zona rural havia plantação de frutas, legumes, criação de porcos, galinha e bovinos. A evasão escolar e o analfabetismo em Barbacena era o 3° menor do Brasil. E devido a este projeto meu pai foi condecorado pela ONU. Somente ele e um prefeito argentino, de Córdoba, receberam tal homenagem na America Latina.  Mesmo com viagem e estadia paga pela ONU, não quis receber pessoalmente a honraria, pois achava que tinha feito apenas uma obrigação de um agente publico eleito pelo povo para melhorar a vida dos mais humildes, e recebeu em casa pelas mãos de um Cônsul o diploma e  a medalha. Meu pai era assim, desprovido de vaidade e sempre levando uma vida módica, onde nos ensinava sempre que luxo, supérfluo e desperdício eram para rico e não para ele.
Várias vezes incentivado pela família Bias Fortes, para tentar cargos eletivos como Deputado, nunca aceitou, mesmo sendo muito querido em Barbacena e região. Foi presidente da ABCCC, arbitro e conselheiro por inúmeros anos.
Como pai e esposo, foi em minha opinião o que melhor fez na vida. Não tenho palavras para descrever a paixão que tinha por ele em vida e continuo a ter após sua partida. Era meu melhor amigo.  Quando viu que eu gostava de cavalos, sempre me incentivou. Quando as nacionais eram itinerantes (1965 a 1983), organizadas pelo Governo Federal, sempre me levava, sendo a primeira em Curitiba, 1969, quando eu tinha 5 anos. A maioria destas nacionais era em julho, mas teve uma época que passou para novembro, e ele me desafiava:   “ Se você passar de ano, ainda com as notas de setembro, eu te levo”. Claro que eu aceitava e cumpria o objetivo. Lembro-me que as vésperas para viajarmos para a exposição nacional de 1976, em São Paulo, tive uma febre alta, e ele passou a noite toda sentado ao meu lado, sem dormir, esperando por minha melhora. Era teimoso, principalmente com o passar dos anos, característica dos idosos, mas sempre tinha um argumento pitoresco para sustentar suas teimosias. Quem o conheceu sabe o quanto era divertido e bem humorado. Contador de “causos”, nos últimos anos ia ao Banco sempre às terças feiras, e por lá ficava 2, 3 horas, pois juntava gente para conversar e ouvir seus casos, chegando ao ponto que o gerente reservou uma sala para meu pai conversar com tantos amigos que o tratavam com tanta devoção. Era um pai muito especial, pois tinha um carisma enorme, que dava a todos seus filhos uma sensação de orgulho e honra de serem seus filhos. Como esposo, foi casado com minha mãe Dora, por 61 anos. Nos últimos anos, minha mãe vive num mundinho próprio, com uma vida quase vegetativa, e o carinho, o amor e dedicação do meu pai por ela era comovente e exemplar. Desde então, se recusava  sair à noite, e viagem somente se fosse para voltar no mesmo dia, pois adorava ficar horas sentado ao lado de minha mãe, segurando sua mão.
Quis o destino, que dos 8 filhos, 4 se foram antes dele, e ainda um genro e sua neta mais velha. Nunca queixou de Deus, pelo contrario, aceitou estes percalços com muito sofrimento, mas com a certeza que a Viagem que nada mais é a vida de cada um, na estação da eternidade, ao fim da sua viagem, reencontraria todos eles. E assim foi no dia 01 de outubro de 2010. Deixou conosco minha mãe, sua amada Dora, mas que também um dia será recebida nesta estação para que juntos vivam a eternidade com a mesma felicidade que na curta viagem da vida viveram. Tenho certeza que meu pai está muito feliz com seus filhos que há muito ele não via. Isto conforta. Por isso creio.
Tive uma relação muita intensa com meu pai, repito, simplesmente meu melhor amigo, meu exemplo, a quem sempre amarei muito. Mas mesmo assim, na falta dele, fica aquela sensação que a intensidade poderia ainda ser maior. Para quem ainda tem seu pai, mesmo achando que o convívio é muito intenso, como era o meu, sugiro que o visite mais, abrace-o mais, beije-o mais, converse mais.  Eles são únicos.  
Estou escrevendo este artigo justamente num domingo, dia dos pais, o primeiro sem poder abraçá-lo. O teclado já está molhado. Inevitável. Não sei quanto tempo minha viagem vai durar, até poder revê-lo. A dor é forte. Dor da saudade. Atenuada pela certeza ter tido um pai tão especial e amado. E ao terminar, vou plagiar a frase que meu pai escreveu quando da perda do meu irmão Luiz Ângelo, com a modificação necessária: “ Meu pai, tão grande quanto a dor em te perder, foi a glória e o orgulho de ter sido seu filho. Deus te abençoe , até o fim de todos os tempos”.
Um beijo carinhoso, meu pai. Um dia, nos revemos. Até lá. 

José Eugênio Dutra Câmara Filho
Barbacena, 14 de agosto de 2011











segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Etcétera da Lagoa Negra

Etcétera da Lagoa Negra, baia palha, filha de Portinari Mandala e Naomy Mandala, 8 meses de idade, é um dos promissores animais do Condomínio Lagoa Negra / Luanda, e estará sendo preparada para as pistas.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Nacional 2011

A Nacional foi excelente. Muito agradável em todos os sentidos. Organização nota 10. Parabens ao Guto Amaral. Considerei relevante:
1) Quebrou-se um paradigma na raça : Varios pampas campeoes e reservados ganhando de baios, mostrando q pelagem em julgamento nao sofre mais preconceito. No mangalarga marchador isto ja acabou ha anos, no campolina acabou este ano. Gavião do Barulho venceu progenie de pai, com seus filhos pampas, algo historico na raça. Aliás Gavião é o maior fazedor de marcha no momento atual do campolina. E outro grande criatorio de marcha é o da "raça". Deveria ser da "marcha". Do Fabio Schetini , de Pernambuco. Como marcha os seus produtos !
2) Astral do GDF e Década da Luanda deram show de marcha, assim como seus reservados Apolo da Mata Grande e Ferrara da Hibipeba. Muito felizes os arbitros na escolha. Astral, durante o campeonato cavalo master na sexta feira, deu uma das maiores exibições de um campolina na gameleira. Memorável !!!!
3) Vitória da Fronteira mostra o que é o campolina ideal. Não era a melhor de morfo e nem de marcha da expo. Mas era a mais equilibrada morfo e marcha e ganhou com mérito o campeonato da raça. Creio que o caminho é este.
4) Entre os animais jovens, com menos de 36 meses, gostei muito da Valquiria do Chiribiribinha (na minha opiniao um animal perto da perfeição), da Zorra do Chiribiribinha, da pampa Minha Amiga do Ventania, do Mitzi da Hibipeba, do Johnnie Walker do Boomerang, do Hamon da Luanda e do Madadayo dos Verdes Campos.
5) A festa da Agitada das 2 Marias, foi linda e confesso que me comovi quando ela entrou ladeada pelos filhos Nairobi Mandala e Dimitri da Luanda. A prole do Nairobi, Dimitri, Portinari mostra que Agitada é tambem grande avó, pois sao produtos que agradam. Parabens à Vera.
6) Os leilões foram otimos, com alta liquidez e medias honestas. Mas leilao continua cada vez mais chato. Por que os lotes nao começam com seus preços minimos? Se o vendedor quer 1000 de parcela, para que ficar naquela fase dos 100, 200, 500?
7) Rever o É Top é um colirio para os olhos. Continua lindo e ótimo.
8) As revistas do Janu, do Osmar do Livrão, e o livro do Dinho e do Clovis mostram o auge da literatura da raça. Na revista do Januario fiz uma homenagem ao meu saudoso pai, e no livro do Dinho escrevi o prefácio. Espero que gostem.
9) Meu pai agora é patrono da Academia Brasileira do Campolina. A homenagem lida pelo Vadinho me emocionou e nao pude segurar as lagrimas.. Henrique Salvador e Arthur Biagioni tomaram posse na academia com muita justiça.
10) Recebi da ABCCC a Comenda Cassiano Campolina. Agradeço ao Guto.
Muito bom o momento da raça. Parabens aos que fazem o campolina, principalmente os seus criadores.
Aqui. foto do melhor momento da nacional: a companhia da famila. Eu, Valentina, Lorenza e Stéfano.  A fotógrafa é a Márlova, minha esposa e mãe destas jóias da foto.

domingo, 21 de agosto de 2011

Historias e Estórias (13)..............mentira pouca é bobagem !

Esta quem me contou foi o Paulo Rocha, que aliás tem muito caso engraçado. Geraldo Ribeiro, tambem criador de campolina no estado da Bahia recebeu a visita na sua fazenda de um dono de um sitio vizinho a sua fazenda, para oferecer a ele uma egua campolina. (Isto nao tem tanto tempo).
- Tenho uma egua muito boa para vender ao senhor.
- Ah sim, ela tem registro?
- Registro ela não tem, mas é égua nova e filha do famoso Gas Dengoso.
Foi quando Geraldo achou graça e resolveu "dar corda" (Dengoso morreu em 1989)
- Puxa vida, egua nova filha do Dengoso, que raridade que o senhor tem para vender.
O vendedor encheu os olhos, logo viu que faria o negocio da sua vida. Que o tal Gas Dengoso ainda era o bam bam bam. E como possivel comprador continuou a perguntar sobre a égua.
- E a mãe da égua, o senhor sabe o nome?
- Sei sim: É a Gas Dengosa !!!!!!!!!

domingo, 7 de agosto de 2011

Histórias e Estórias (12) -.... inesquecivel ironia !!!!

Muitos que o conheceram, lembram como meu pai era bem humorado e portador de fina ironia. Este caso quem me lembrou foi a propria vitima da sua ironia, o amigo Teófilo Soares Almeida, um dos mais sérios e competentes consultores da raça campolina. Teófilo, antes de fazer cirurgia para reduzir o estomago, pesava mais de 150 kgs, e este caso vem desta epoca de "gordurinhas a mais":
Estava no Parque da Gameleira, em BH, meu pai conversando com a amiga Vera Anechino e seu marido Emygdio, quando Vera avistou o Teófilo e gritou, em forma de brincadeira, chamando-o até onde eles estavam conversando:
- Ô gordinho safado, vem cá por favor !!!!
Mais que de pressa meu pai intervem:
- Ah, Vera, não seja injusta ! Safado tudo bem, mas gordinho.........
A gargalhada foi geral, inclusive da vitima. 

Safira da Dona Flor - plantel atual

Safira, é uma das louras do plantel amarilho da Lagoa Negra. Da renomada criação Dona Flor, do amigo e grande gentleman Nelsinho Grassi Melo Franco, Safira tem de se acasalado muito bem com Zan Boemio. Pariu Demetrius e Ed Ouro da Lagoa Negra. Safira é filha de Preludio da Palmeira numa filha de Napoleão de Cassorotiba. Como todo o criatorio Dona Flor, sangue de muita marcha. Foto ainda quando potra.

Demetrius da Lagoa Negra , Zan Boêmio x Safira, falecido aos 3 meses:


Ed Ouro da Lagoa Negra, Zan Boêmio x Safira: